Restou um gosto entre o azedo e o amargo. Como uma comida mal digerida ou o dia seguinte a alguns drinks bem tomados.
Depois do susto, o surto. Na hora, a carga química desencadeada pelo o que se transformaria em trauma impediu qualquer análise racional.
Somos seres biológicos. Frágeis. Fortes. Muito mais do que gostaria ser. Preferiria ser votátil, etéreo –porém com um “que” de densidade dos espectros de filme B dos anos 50.
A mente, no entanto, tem vontade própria. E mesmo que queira, talvez aquela imagem nunca saia da minha cabeça. Daqui um tempo deve ser ela, suponho, trancafiada em alguma parte do subconsciente. E apareça apenas naqueles estágios entre a vigília e a lucidez.
Certamente por enquanto continuarei vendo aquela bermuda laranja. Iluminada à esquerda pelos faróis do carro. O corpo –que sabemos hoje estar vivo por uma força que só pode ter o nome de Deus— chocando-se contra a lateral direita do carro. O pior som já ouvido por mim. Nossos gritos. O pedido de socorro. Uma insanidade momentânea –poderia ser alguém conhecido?, cheguei a pensar. A incerteza. “Estaria ele embriagado, possuído, vivo, alterado?”. “Por quê teria se lançado de peito aberto na frente do carro?”. A tristeza do momento. A felicidade em encontrá-lo razoavelmente bem no dia seguinte (salvo pela osseatura que compõe o tornozelo). O alívio. E, novamente, a imagem que interrompeu gargalhadas falsamente protegidas no interior do carro. O gosto azedo. As bermudas laranjas.
Pintadas a mão por Stela, pessoa estranha porém bem-humorada e insistente na tentativa de imprimir cores em seu mundinho cotidiano mas raramente monocromático.
terça-feira, agosto 23, 2005
domingo, agosto 21, 2005
Em frente ao palco
Começou com uma espécie de pitada de ciúmes. Logo de cara, uma dúzia de adolescentes na minha frente. Coisa de quem está acostumada a ver o show de perto. No final, a gente acaba se achando dono do lugar. Afinal, gostamos a mais tempo do artista e comentários do tipo: “sim, ele tem outras músicas bacanas além de Segundo Sol” são inevitáveis. Coisa de gente egoísta e mesquinha. Que não combina com as letras daquele que admira.
Depois de duas horas de espera, o show finalmente começa. Não é comum tanto atraso. Estranho, além do tempo, a quantidade de pessoas que lotam o ginásio atrás de mim. Entendo. Afinal, música boa é pra tocar na rádio também. Do contrário, iria contra minhas próprias convicções a respeito do pop. Popular é bom. Quem dera se todos pudessem sentir poesia na alma.
Aos poucos, o egoísmo é substituído por uma sensação inebriante de felicidade. O coro quase cala a voz do artista para quem escolhe a proximidade do palco (onde o som do ambiente nunca é o melhor –deficiência facilmente esquecida pelo prazer de compartilhar a expressão do artista, sempre tão sensível, performático).
Mesmo que “As Letras Mais Azuis” ainda não seja a mais cantada. E que o artista esteja particularmente melancólico e um tanto quanto sofrido naquele dia, essencialmente triste.
Sim, mais uma vez eu estava lá. Compartilhando sua música, poesia e, por que não, sua vida e sentimento. Espero ter, juntamente com os outros, ajudado a preencher o vazio daquele que ajuda a embutir lirismo em nossas vida. E o egoísmo do início ao final havia se esvanecido. "A questão é sermos razoáveis".
Rodapé: Na etimologia “fanatismo” pressupõe a ausência de lógica. Se for assim, não sou uma fanática. Há muita razão em admirar quem nos emociona. Ou não?
Depois de duas horas de espera, o show finalmente começa. Não é comum tanto atraso. Estranho, além do tempo, a quantidade de pessoas que lotam o ginásio atrás de mim. Entendo. Afinal, música boa é pra tocar na rádio também. Do contrário, iria contra minhas próprias convicções a respeito do pop. Popular é bom. Quem dera se todos pudessem sentir poesia na alma.
Aos poucos, o egoísmo é substituído por uma sensação inebriante de felicidade. O coro quase cala a voz do artista para quem escolhe a proximidade do palco (onde o som do ambiente nunca é o melhor –deficiência facilmente esquecida pelo prazer de compartilhar a expressão do artista, sempre tão sensível, performático).
Mesmo que “As Letras Mais Azuis” ainda não seja a mais cantada. E que o artista esteja particularmente melancólico e um tanto quanto sofrido naquele dia, essencialmente triste.
Sim, mais uma vez eu estava lá. Compartilhando sua música, poesia e, por que não, sua vida e sentimento. Espero ter, juntamente com os outros, ajudado a preencher o vazio daquele que ajuda a embutir lirismo em nossas vida. E o egoísmo do início ao final havia se esvanecido. "A questão é sermos razoáveis".
Rodapé: Na etimologia “fanatismo” pressupõe a ausência de lógica. Se for assim, não sou uma fanática. Há muita razão em admirar quem nos emociona. Ou não?
quarta-feira, agosto 17, 2005
Fim do Inferno Astral

2005 tem sido um ano estranho. Não é só a política que parece ter tomado um rumo enlouquecedor. Tudo está muito esquisito também no meu universo particular (bom, menos que na vida do Marcos Valério, isso é óbvio).
A mudança começou logo no dia 13 de janeiro –dia do aniversário do meu filho Henrique. Foi nesta data que senti com toda força do mundo aquela dor FDP no ombro. Ela foi o marco de uma reviravolta em uma vida aparentemente pacata --conforme a pauta do dia--, com direito a noites em claro na fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), crise depressiva, freela com a Scheila Carvalho (quem diria?), novo corte, cor e ‘textura’ de cabelo, idas e vindas pra São Paulo etc.
De um dia para o outro, eu deixava --por imperativos do destino—a ocupação de repórter (e freqüentadora de academia de ginástica nas horas vagas) para outra não menos sofrida. A de dona-de-casa (essa sim, uma total sedentária).
Em princípio, fui ‘engessada’ pela dor e passe quase dois meses com o braço inerte, enlouquecendo menos graças à HBO e ao Cinemax. Dois meses sem dormir e tendo que provar ao empregador a origem do problema, fincada ao longo de mais de dois anos de trabalho semi-escravo.
Depois, uma disposição natural –porém quase ‘ópia’ (sic)— fez com que eu me interessasse por decoração e acabasse por pintar paredes e instalar vasos (na verdade, foi uma maneira de eu me vingar de meu próprio ombro).
2005 tem sido um ano difícil. Sem grana. Porém, estranhamente, um ano muito mais equilibrado e com menos dívidas –forçosamente enxultas pelo orçamento minguado (dentre as contenções fui obrigada a incluir o pacote HBO, meses atrás).
Desde fevereiro, meu filho Henrique tem sofrido constantes crises de bronquite, rinite e muitos outros ‘ites’ que deveriam permanecer apenas como sufixo na página dos dicionários –e deixar minha família de vez.
Apesar de todos os contras, 2005 também tem sido –estranhamente, mais uma vez— bacana (na medida do possível).
Reencontrei prima (dá-lhe Larinha) e amigos perdidos, o deleite de olhar para dentro e de escrever voluntariamente (sem ter um editor me ligando a cada minuto ou sob obrigação de cavar a melhor pauta possível). Fiz amigos blogueiros, assisti ao filme que esperava há tanto, passei muito mais tempo com minha família, redescobri o gosto de fazer bolos de chocolate à tarde e a vontade de estudar ‘de verdade’.
Dediquei-me ao inglês, tentei em vão ingressar na USP e a curar algumas feridas aparentemente incuráveis.
Agora, recentemente chegada aos 28 anos, descobri que 2005 tem sido um ano muito, muito diferente. Estranho? Sim. Incerto? Muito. Mas sem dúvida um ano em que meus sonhos têm enchido de cores e esperança essa vidinha antes tão monocromática.
Imagem: Skrull de Andy Wahrol
sexta-feira, agosto 12, 2005
Boa surpresa

Enquanto revirava uma coleção de revistas Caros Amigos, encontrei uma doce surpresa.
Como a caixa de CD em que tropecei tempos atrás, o achado --um encarte do poeta Manoel de Barros, com belíssimas ilustrações do mesmo-- encheu meu dia de alegria.
São fragmentos a então inéditos (escritos em 99), do 'poeta passarinho', decodificador da simplicidade do Pantanal e do cotidiano em lirismo.
Transcrevo aqui:
Dois fragmentos da
Pequena Biografia Minha para
Enfeitar a Noite de Meu Bem
Eu teria 15 anos
A fala torta dos tontos, das crianças e dos bêbados,
me encantavam mais do que a fala dos príncipes.
Outra: as pobres palavras que moravam nos fundos de
uma cozinha, tipo lata, borra, cisco, -me encantavam
mais do que as palavras ditas nos sodalícios.
Também meus alter-egos só eram pobres-diabos: tipo
Bola Sete, Mário Pega Sapo, Bernardo da Mata, Mané
Passo Triste, Pote Cru, etc.
Todos seriam bêbados ou bocós.
Um dia alguém me sugeriu que adotasse um alter-ego
respeitável, tipo um presidente, um almirante.
E eu respondi: mas quem ficará com os meus abismos
se os pobres-diabos não ficarem?
Ainda sobre Manoel de Barros
Admirador de Luiz Carlos Prestes, o poeta Manoel de Barros contou ter chorado de desgosto ao ver o político enaltecer Getúlio Vargas em um discurso que esperava há tanto. Não se conformou pelo fato de Prestes, que teve a mulher entregue a condenação certeira da morte por Getúlio ao governo nazista, 'virar a casaca', como diria a sabedoria popular. Abandonou o Partido Socialista, a quem servira, desde então.
Hoje, acredito que há pelo menos uma centena de petistas (e milhares de ex-simpatizantes como eu) que reviveram o sentimento do poeta ao ver Lula apresentar seu discurso populista de Getúlio. É de sentar e chorar.
Rodapé
Nas coisas práticas do dia-a-dia, espero ganhar uns trocados pra matar minha sede de consumo.
A lista (que pode aparecer esdrúxula) inclui um par de botas de plástico --de preferência azul royal, pra combinar com o céu-, daquelas, necessárias para certos serviços domésticos, como lavar o quintal, uma tesoura de jardinagem.
Por último, o objeto do desejo, um par de óculos rayban modelo seriado 'Chips'.
(Esse será mais difícil já que o preço está na casa dos R$ 650). Também preciso de um vinho. Não qualquer um. Um dos bons. Logo, caro.
E ainda: os 'novos' lançamentos do ColdPlay, Los Hermanos, Pato Fu, Foo Fighters, além de convites para dois shows programados para os próximos 15 dias em São José.
quarta-feira, agosto 10, 2005
Colcha de retalhos

Pode haver vários motivos para esses meus insights repentinos da infância.
Talvez seja pelo encontro diário e permanente com o universo infantil propiciado pela minha “cria”, hoje com quatro anos de idade. Ou a necessidade –viabilizada pelo ócio criativo -de montar essa colcha de patchwork, que é a própria existência.
Como um ‘deja vù’, as cenas têm vindo claramente à minha memória. De repente, quando menos se espera, puf! Lá estão elas.
Desde que começaram essas cenas já me fizeram entender algumas coisas importantes sobre minha vida. Foi lá, e não no pretérito recente, que achei minha fixação pelas cores. Sempre as tive.
Todas minhas lembranças, mesmo as mais tristes, são extremamente matizadas. Aliás, são elas, as cores, que vêm primeiro à mente.
Lembrei-me, ao acaso, do chão do banheiro da casa de um quarto onde morei até os cinco anos de idade. Gostava daquele piso, rústico, vermelho-terra, em contraste com os azulejos extremamente brancos –fruto da fixação, à época, de minha genitora pela limpeza.
Foi nesse ambiente, durante um banho (já aguçador de minha criatividade), que tive por volta dos quatro anos, suponho, a idéia de um slogan para o já ‘falecido’ inseticida ‘Detefon’. “´Detefon Mata Tudo´ seria legal”.
Anos depois, coincidentemente, minha idéia virou slogan mais popular da marca. Possivelmente, acho que o “Detefon Mata Tudo” passeava em outras cabeças fruto do inconsciente coletivo.
Lembro-me ainda dos lenços usados pela minha mãe para segurar os fios de cabelo ainda pretos também naquele tempo. Havia dois, basicamente. Um azul e outro vermelho.
Naquele tempo, não sei ao certo porquê, sentia uma solidão profunda, quase irreparável. A mesma me acometeu poucos anos depois. Transformei-a então em combustível para uma realidade paralela. Imaginava ser Robison Cruzoé. A ilha era o enorme quintal da minha casa (outra, melhor que a anterior de um quarto apenas). Lá era o meu mundo.
Com pedaços de lençóis velhos –um deles amarelo canário, muito desbotado— montava minha cabana para proteger-me das tempestades da “ilha”. Levava até suprimento para meu refúgio. E quando cansava, dava 30 passos e estava no alento de meu quarto.
Meu fiel companheiro, o gato Fofão, realmente cego de um olho (aproveitava do fato para transforma-lo em pirata), era quem me consolava. Passei algumas tardes cochilando estirada no quintal feito o homem de Leonardo da Vinci com o Fofão deitado sobre minha barriga.
Alheio a minha contemplação das nuvens brancas –facilmente transformadas em barcos que Cruzoé via passar de longe— o felino oferecia seu silencioso companheirismo. Poucos anos depois, Fofão fora assassinado em uma ‘chacina’ de gatos na minha rua. Estava eu tragicamente sozinha.
Intra-uterino
Aos 11 anos, passei quase um mês inteiro de férias na casa dos meus tios, em Poços de Caldas (MG). Tenho lembranças sensacionais dessa época. Desde os desenhos com cola colorida do Clube da Alcoa até o mais prazeroso de todos os passeios: o banho no Termas com água “de vulcão”, como pensava à época (aliás, tinha alguns pesadelos com uma erupção vulcânica soterrando a pequena cidade).
Aquele água liguenta e fétida pode ser repugnante para alguns.
Mas lembro-me bem da sensação de plenitude de mergulhar naquela água amarelada. O líquido enchia até a borda das banheiras marcadas pelo uso contínuo por um fio marrom que ia da torneira até o ralo.
Em um desses banhos –enquanto imaginava ser uma dançarina dos anos 30, idéia nascida provavelmente pela decoração retrô das Termas— tive um ‘deja vù’.
Vi-me nadando em um líquido semelhante. Quando abria os olhos, via uma cor avermelhada –como vemos ao ‘mirar’ na direção do sol com as pálpebras ligeiramente fechadas.
Naquele momento tive certeza de ter chegado o mais próximo do calor de 37 graus centígrados do útero materno, deixado para trás no dia 14 de agosto de 1977.
Utopia e Inspiração

Prelúdio
“Acabo de virar as costas e subir os degraus frios de metal. Deixo-o para trás em meio a uma pequena multidão. Em segundos, procuro sua imagem mas ela não está mais lá. Nunca estivera, teria pensado se não fosse pela marca que sua luz deixara em minha pele”.
Puderam, depois de tanto tempo, respirar o mesmo ar. Desta vez, denso pela alta umidade relativa do ar que aos poucos ganhara forma de gotas.
Ainda soltas na atmosfera, estavam as partículas de almíscar, madeira e sândalo que dela cobriam a derme. Havia escolhido o odor com precisão cirúrgica –deveria ser um perfume indefinido, desses que a gente sente apenas uma vez na vida.
Ficara ela confusa. Teria exagerado ao derramar em si a essência escolhida para a ocasião? Afinal, ela própria ficara por horas com o cheiro inebriante colado em suas narinas. Teria ele usado “de seu melhor sentido” para perceber tamanho cuidado da alma feminina? Teria ele pensado que os olhos estavam demasiadamente pintados (apesar de ser uma prática diária) ou ainda, que esla teria envelhecido demais?
Como sempre, ela se culpara pela forma que gastara seu tempo ao lado daquele que fora, de longe, seu companheiro e ao mesmo tempo parecia nunca ter saído de seu lado.
Teria ela, mais uma vez, cometido o pecado de galrear defronte a um ser tão taciturno? Teria ele, por esse motivo, perdido o encanto que ela pensara ser somente literário?
A conversa foi rápida e quase inócua (apesar de dar a ela uma nova possibilidade profissional).
Mesmo com o pouco tempo, fora suficiente para que ela pudesse fitar seu olhar novamente. Não esquecera desse par de globos brancos coloridos por uma íris da cor castanha-amendoada (definição que ela mesmo acabara de criar).
Como se desenvolvessem um R.E.M (Rapid Eyes Movement), ele desviava o olhar cada vez que o assunto discutido em palavras soltas ao vento úmido poderia ter sido grafado em Times New Roman. “Talvez fosse melhor se estivessem grafadas”, pensara ela.
Por três vezes, quase ingênuas, ela tocara em seu corpo, entre um gole de café e outro.
Também fora o suficiente para que sentisse a textura dos pêlos de seu braço –e desejasse que não houvesse entre eles nenhuma barreira além deles (pensamento discorrido sobre efeitos hormonais).
Pode ver como ele gesticulava as mãos, incrivelmente rosadas, postadas sobre a mesa. Pensara naquele momento que essa era a melhor forma de mexer as mãos ao falar –gestos tão comedidos, como todas as mãos masculinas deveriam ser.
Aos poucos, as gotas de chuva foram dando cor aquele momento de separação. Não pareciam ter brotado de um céu cinzento. “Foi uma pena terem surgido tão tarde”, pensara ela.
Quisera vê-las caindo compulsivamente sobre as pálpebras já distantes daqueles olhos que eram os mais doces já vislumbrados em sua efêmera existência.
sexta-feira, agosto 05, 2005
... Volto logo

Vou pra praia e volto na segunda. Essa massa de ar seco deve servir pra alguma coisa.
No mais, sem novidades. Tive um sonho estranho hoje envolvendo sanguessugas e um amigo que virava o Johnny Depp e depois desaparecia em meio aos bichos repugnantes. Essa coisa de assistir filme infantil (e misturar o novo Wonka ao mundo de Desventuras em Série) ainda acabará comigo... rs
Inté. ;-)
quarta-feira, agosto 03, 2005
Discovery e Zé Dirceu
Gambiarra espacial
Deu hoje na agência Reuters: O astronauta Steve Robinson consertou um pequeno –porém importante— defeito na nave Discovery. De próprio punho, Robinson removeu um par de tiras soltas da barriga da nave “num conserto inédito na proteção antitérmica de um ônibus espacial”, segundo a Reuters.
A saliência, de 2,5 centímetros, era suficiente para causar o superaquecimento da nave no retorno à Terra, programado para segunda-feira.
A ‘gambiarra’ do astronauta aconteceu a 352 quilômetros da Terra, onde o ônibus Discovery está atracado à Estação Espacial Internacional.
As palavras de Robinson durante o serviço soaram ao mesmo tempo ingênuas e aliviadas.
"Estou agarrando, puxando, e está saindo muito facilmente. Bonito. Legal", disse ele por rádio ao retirar o material que estava pendurado nas frestas entre as placas antitérmicas da parte de baixo da nave. "Parece um grande paciente sendo curado."
Segundo a Reuteurs, a “Nasa admite não saber se as tiras salientes são um risco para a nave, mas, depois de dois anos e meio e 1 bilhão de dólares gastos em melhorias na segurança dos ônibus após o acidente de 2003 com o Columbia, a agência não quer mais dar chance ao azar”.
Programa para E.T.
É estranho como apesar de todos os avanços tecnológicos, para leigos como eu, a impressão que se tem é que engantinhamos na conquista pelo espaço desde a ida do homem à Lua, em 69.
Ao mesmo tempo, são os satélites que giram em torno desse nosso planetinha que nos conectam ao mundo todo. Temos a TV por satélite, telefone por satélite, internet por satélite.
Ainda assim o nosso VLS explodiu (aquele que incendiou antes do lançamento em Alcântara (MA) matando 21 técnicos), o Columbia pegou fogo em 2003 levando sete homens e mais de um bilhão de dólares.
Desta vez, o Discovery foi construído, consertado, ‘reconsertado’, ao custo de mais alguns bilhões de dólares.
Será que de suas tevês os alienígenas zombam de nós?
No Brasil
Robinson pode não ser, mas tem alma de brasileiro. Qualquer um nascido na terra revelada ao mundo por Pedro Álvares de Cabral teria feito o mesmo. Os suíços podem ter o canivete. Mas nós temos a audácia. Além da gambiarra, é claro. ;-)
Enquanto isso, no fabuloso mundo de Brasília
Bom, Zé Dirceu diz que não é arrogante. Eu bem sei (já que o entrevistei pessoalmente durante a última campanha de Lula).
Diz que não sabe do esquema Portugal Telecom. Roberto Jefferson, por sua vez, faz cara de coitado. E Lula não diz nada.
Será que de suas tevês os demais terraquianos zombam de nós?
Ainda na Comissão de Ética, Zé Dirceu diz que viveu honestamente na clandestinidade.
Depois disso, ir para os Estados Unidos pela fronteira do México virou café pequeno. Se pro Zé é, pra Sol também deve ser honesto viver na clandestinidade.
Outra do Zé: seja lá o que fez e pelo o que será responsabilizado, o ex-ministro deve se apoiar na Justiça para livrar a cara.
Isso porque dificilmente será penalizado pelo “seja-lá-o-que-for” na Câmara. Se era ministro, não pode ter incorrido em falta de decoro parlamentar.
Ainda eles
Alguns deputados podem não ter cometido infrações que sejam alvo de investigações.
Mas bem que muitas vezez faltam com o “decoro do parlamentar”. Explico: quantas vezes você viu algum parlamentar se esquecendo ou confundindo durante os “interrogatórios”? É preciso decorar melhor o texto pra se destacar na peça (teatral).
Deu hoje na agência Reuters: O astronauta Steve Robinson consertou um pequeno –porém importante— defeito na nave Discovery. De próprio punho, Robinson removeu um par de tiras soltas da barriga da nave “num conserto inédito na proteção antitérmica de um ônibus espacial”, segundo a Reuters.
A saliência, de 2,5 centímetros, era suficiente para causar o superaquecimento da nave no retorno à Terra, programado para segunda-feira.
A ‘gambiarra’ do astronauta aconteceu a 352 quilômetros da Terra, onde o ônibus Discovery está atracado à Estação Espacial Internacional.
As palavras de Robinson durante o serviço soaram ao mesmo tempo ingênuas e aliviadas.
"Estou agarrando, puxando, e está saindo muito facilmente. Bonito. Legal", disse ele por rádio ao retirar o material que estava pendurado nas frestas entre as placas antitérmicas da parte de baixo da nave. "Parece um grande paciente sendo curado."
Segundo a Reuteurs, a “Nasa admite não saber se as tiras salientes são um risco para a nave, mas, depois de dois anos e meio e 1 bilhão de dólares gastos em melhorias na segurança dos ônibus após o acidente de 2003 com o Columbia, a agência não quer mais dar chance ao azar”.
Programa para E.T.
É estranho como apesar de todos os avanços tecnológicos, para leigos como eu, a impressão que se tem é que engantinhamos na conquista pelo espaço desde a ida do homem à Lua, em 69.
Ao mesmo tempo, são os satélites que giram em torno desse nosso planetinha que nos conectam ao mundo todo. Temos a TV por satélite, telefone por satélite, internet por satélite.
Ainda assim o nosso VLS explodiu (aquele que incendiou antes do lançamento em Alcântara (MA) matando 21 técnicos), o Columbia pegou fogo em 2003 levando sete homens e mais de um bilhão de dólares.
Desta vez, o Discovery foi construído, consertado, ‘reconsertado’, ao custo de mais alguns bilhões de dólares.
Será que de suas tevês os alienígenas zombam de nós?
No Brasil
Robinson pode não ser, mas tem alma de brasileiro. Qualquer um nascido na terra revelada ao mundo por Pedro Álvares de Cabral teria feito o mesmo. Os suíços podem ter o canivete. Mas nós temos a audácia. Além da gambiarra, é claro. ;-)
Enquanto isso, no fabuloso mundo de Brasília
Bom, Zé Dirceu diz que não é arrogante. Eu bem sei (já que o entrevistei pessoalmente durante a última campanha de Lula).
Diz que não sabe do esquema Portugal Telecom. Roberto Jefferson, por sua vez, faz cara de coitado. E Lula não diz nada.
Será que de suas tevês os demais terraquianos zombam de nós?
Ainda na Comissão de Ética, Zé Dirceu diz que viveu honestamente na clandestinidade.
Depois disso, ir para os Estados Unidos pela fronteira do México virou café pequeno. Se pro Zé é, pra Sol também deve ser honesto viver na clandestinidade.
Outra do Zé: seja lá o que fez e pelo o que será responsabilizado, o ex-ministro deve se apoiar na Justiça para livrar a cara.
Isso porque dificilmente será penalizado pelo “seja-lá-o-que-for” na Câmara. Se era ministro, não pode ter incorrido em falta de decoro parlamentar.
Ainda eles
Alguns deputados podem não ter cometido infrações que sejam alvo de investigações.
Mas bem que muitas vezez faltam com o “decoro do parlamentar”. Explico: quantas vezes você viu algum parlamentar se esquecendo ou confundindo durante os “interrogatórios”? É preciso decorar melhor o texto pra se destacar na peça (teatral).
terça-feira, agosto 02, 2005
Zé Dirceu --o camisa 9
Pipoca, refrigerante, uma mantinha pra esquentar esse frio.
É assim, como quem espera um jogo de final da Taça Libertadores, que aguardo o depoimento do deputado José Dirceu (PT) na comissão de ética, daqui a exatos seis minutos.
Que pena meus vizinhos não terem tanto entusiasmo pelo programa. E essa maldita dor de garganta que me assolou desde anteontem talvez me impeça de gritar: Goool!
É assim, como quem espera um jogo de final da Taça Libertadores, que aguardo o depoimento do deputado José Dirceu (PT) na comissão de ética, daqui a exatos seis minutos.
Que pena meus vizinhos não terem tanto entusiasmo pelo programa. E essa maldita dor de garganta que me assolou desde anteontem talvez me impeça de gritar: Goool!
quarta-feira, julho 27, 2005
Ainda mais chocolate
Mesmo com meu vínculo emocional com a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolates” saí satisfeita do cinema.
Não esperava por uma decepção. Tim Burton não poderia deixar de ser sensacional, de um dia para o outro (basta lembrar, só a título de exemplo, de “O Estranho Mundo de Jack”, “Eduard Mãos de Tesoura” e “Peixe Grande”). E confiava na versatilidade de Johnny Depp (cada vez gosto mais dele). O ator encarnou Willy Wonka com maestria e não fez feio perto de Gene Wilder (não menos adorável).
O remake é mais bem acabado que o primeiro filme. A história tem começo (com as barras Wonka sendo embaladas em uma fábrica estranhamente automatizada), meio (flash-back do sr. Wonka “Jackson” sobre a infância e o encontro com os Oompa-Lumpas) e fim bem explicados –este um pouco diferente da versão ‘original’ (não dá pra contar aqui por motivos óbvios) e que entra no livro subseqüente de Roald Dahl, “Charlie e o Elevador de Vidro”.
A estética peculiar aos filmes de Tim Burton é mais uma vez surpreendente. Às vezes retrô mas sempre atual em razão da tecnologia bem empregada. A casa tombada e com telhado danificado de Charlie é um dos pontos fortes, assim como a “transição” da cinzenta cidade onde está a fábrica para o mundo colorido de Wonka (semelhante ao “O Mágico de Oz”).
Quando à trilha sonora, fui impedida de ouvir as músicas originais por imperativo do Cinemark de Jacareí (cidade onde vivo). A única sala destinada à obra só a exibe dublada. Quero mais!
Não esperava por uma decepção. Tim Burton não poderia deixar de ser sensacional, de um dia para o outro (basta lembrar, só a título de exemplo, de “O Estranho Mundo de Jack”, “Eduard Mãos de Tesoura” e “Peixe Grande”). E confiava na versatilidade de Johnny Depp (cada vez gosto mais dele). O ator encarnou Willy Wonka com maestria e não fez feio perto de Gene Wilder (não menos adorável).
O remake é mais bem acabado que o primeiro filme. A história tem começo (com as barras Wonka sendo embaladas em uma fábrica estranhamente automatizada), meio (flash-back do sr. Wonka “Jackson” sobre a infância e o encontro com os Oompa-Lumpas) e fim bem explicados –este um pouco diferente da versão ‘original’ (não dá pra contar aqui por motivos óbvios) e que entra no livro subseqüente de Roald Dahl, “Charlie e o Elevador de Vidro”.
A estética peculiar aos filmes de Tim Burton é mais uma vez surpreendente. Às vezes retrô mas sempre atual em razão da tecnologia bem empregada. A casa tombada e com telhado danificado de Charlie é um dos pontos fortes, assim como a “transição” da cinzenta cidade onde está a fábrica para o mundo colorido de Wonka (semelhante ao “O Mágico de Oz”).
Quando à trilha sonora, fui impedida de ouvir as músicas originais por imperativo do Cinemark de Jacareí (cidade onde vivo). A única sala destinada à obra só a exibe dublada. Quero mais!
Como parecer cool?
Com o intuito educativo, criei essas 10 regras para que você se encaixe facilmente ao mundinho “hype”. Quem sabe não vira um livro de auto-ajuda, tipo “Como ser 'cool' em 10 passos sem gastar nada”.
1. Expressões em latim impressionam. Nem que seja Malum vas non fragitur (Vaso ruim não quebra).
2. Visite museus pela internet. Entre em comunidades no Orkut sobre filmes iranianos.
3. Faça o mesmo com livros. Pesquise resenhas e saia por aí dizendo que leu essa ou aquela obra. De preferência de autores que ninguém conhece. Lembre-se: auto-ajuda não conta. Finja nunca ter lido Zíbia Gasparetto.
4. Tenha um visual falsamente moderno Isso é possível com uso de tintas azuis temporárias e piercings de pressão. Mas não abuse. Senão parecerá pop demais. (Vale ainda comprar um All Star cor branca).
5. Use expressões como “pequeno burguês” e outros clichês literários. Mas não abuse: “Há mais sobre o céu e a terra...” já está muito, muito batido. Mesmo para um chavão.
6. Se morar em São Paulo, vá (ou pelo menos passe em frente) ao Espaço Unibanco (ou Uniban‘cool’ para os íntimos).
7. Torça o nariz para qualquer coisa popular. Disfarce seu amor pela Jovem Guarda. Cool que é cool só ouve jazz, trance, coisas do gênero. Se gostar de MPB, é necessário provar sua fixação por Chico Buarque. Não basta só conhecer “A Banda”, mas ter lido (nem que seja a resenha) de algum livro do Chico.
8. Óculos grandes são imprenscindíveis. Ande como se estivesse flutuando, faça cara de estrangeiro quando, eventualmente, estiver no ponto de ônibus.
9. Ah, e se você andar de ônibus (porque não tem outro meio de transporte), justifique declarando que trabalha em uma pesquisa de campo sobre as relações interpessoais no transporte público (a viagem é para coleta de dados empírica).
10. Aprenda o mínimo de francês. Não vale recorrer ao sucesso do início dos anos 90(Jordy, aquele moleque que cantava uma musiquinha enjoativa) e nem aos termos já incorporados ao vocabulário brasileiro (brioches, sutien ou abajour).
1. Expressões em latim impressionam. Nem que seja Malum vas non fragitur (Vaso ruim não quebra).
2. Visite museus pela internet. Entre em comunidades no Orkut sobre filmes iranianos.
3. Faça o mesmo com livros. Pesquise resenhas e saia por aí dizendo que leu essa ou aquela obra. De preferência de autores que ninguém conhece. Lembre-se: auto-ajuda não conta. Finja nunca ter lido Zíbia Gasparetto.
4. Tenha um visual falsamente moderno Isso é possível com uso de tintas azuis temporárias e piercings de pressão. Mas não abuse. Senão parecerá pop demais. (Vale ainda comprar um All Star cor branca).
5. Use expressões como “pequeno burguês” e outros clichês literários. Mas não abuse: “Há mais sobre o céu e a terra...” já está muito, muito batido. Mesmo para um chavão.
6. Se morar em São Paulo, vá (ou pelo menos passe em frente) ao Espaço Unibanco (ou Uniban‘cool’ para os íntimos).
7. Torça o nariz para qualquer coisa popular. Disfarce seu amor pela Jovem Guarda. Cool que é cool só ouve jazz, trance, coisas do gênero. Se gostar de MPB, é necessário provar sua fixação por Chico Buarque. Não basta só conhecer “A Banda”, mas ter lido (nem que seja a resenha) de algum livro do Chico.
8. Óculos grandes são imprenscindíveis. Ande como se estivesse flutuando, faça cara de estrangeiro quando, eventualmente, estiver no ponto de ônibus.
9. Ah, e se você andar de ônibus (porque não tem outro meio de transporte), justifique declarando que trabalha em uma pesquisa de campo sobre as relações interpessoais no transporte público (a viagem é para coleta de dados empírica).
10. Aprenda o mínimo de francês. Não vale recorrer ao sucesso do início dos anos 90(Jordy, aquele moleque que cantava uma musiquinha enjoativa) e nem aos termos já incorporados ao vocabulário brasileiro (brioches, sutien ou abajour).
domingo, julho 24, 2005
O Jogo da Amarelinha - Capítulo 7
Tradução de Fernando de Castro Ferro.
Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.
Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio.
Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura.
E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.
Júlio Cortázar
Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.
Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio.
Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura.
E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.
Júlio Cortázar
sábado, julho 23, 2005
Um chá pra curar essa azia
Tráfico no lamaçal
***Beira-Mar enfim parece estar no lugar certo. Acomodado em Brasília (sabe se lá até quando), depois de ser transferido pela Polícia Federal (por conta de um pedido de seu advogado), ele tem muito a aprender sobre crime organizado lá na capital do Brasil.
****O governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, bem que nega masdeve estar aliviado com a transferência do ex-bandido número um do país (digo 'ex' porque, guardadas as devidas proporções, acho que há outros até piores). 2006 está quase aí.
Imaginem se, por imperativos do “destino”, Beira-Mar conseguisse na “penitenciária de segurança máxima” de Presidente Bernardes (SP) o mesmo feito de Bangú (RJ), quando uma rebelião liderada pelo próprio contabilizou quatro mortos em 2003?
Rock´n´pagode
****Tudo bem. Acho ótimo o fato de o rock ser a moda do momento. Mas há coisas tão intragáveis na “nova música brasileira” quanto ouvir a letra da nova (?) música machista do Belo. Pseudo-filosofia sobre o fim do mundo, frases feitas, refrões mais que previsíveis e band boys travestidas de bandas de rock. Deus do céu.
Dá até saudades dos sucessos do antigo Só Pra Contrariar (sim, lembram-se daquela não menos horrorosa “To fazendo amor com outra pessoa. Mas meu coração vai ser pra sempre seu...”). Xô, desgraça!
Chocolate Factory
****Finalmente, assisti ao tão esperado remake da Fantástica Fábrica de Chocolates. A overdose do produto (que eu e o filho amado comemos durante todo o filme), no entanto, impedem-me agora de dissertar sobre minhas impressões sobre a refilmagem.
O xixi também prejudicou. Em vez do meu pequeno (que sempre me arrasta ao banheiro nas sessões –sobretudo nos momentos de maior tensão dos filmes infantis), fui eu que não pude conter o andamento natural e fisiológico do meu organismo após ingerir 500 ml de Coca-Cola antes de me sentar nas poltronas. Volto ao assunto depois que digerir tudo aqui, literalmente. ;-)
***Beira-Mar enfim parece estar no lugar certo. Acomodado em Brasília (sabe se lá até quando), depois de ser transferido pela Polícia Federal (por conta de um pedido de seu advogado), ele tem muito a aprender sobre crime organizado lá na capital do Brasil.
****O governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, bem que nega masdeve estar aliviado com a transferência do ex-bandido número um do país (digo 'ex' porque, guardadas as devidas proporções, acho que há outros até piores). 2006 está quase aí.
Imaginem se, por imperativos do “destino”, Beira-Mar conseguisse na “penitenciária de segurança máxima” de Presidente Bernardes (SP) o mesmo feito de Bangú (RJ), quando uma rebelião liderada pelo próprio contabilizou quatro mortos em 2003?
Rock´n´pagode
****Tudo bem. Acho ótimo o fato de o rock ser a moda do momento. Mas há coisas tão intragáveis na “nova música brasileira” quanto ouvir a letra da nova (?) música machista do Belo. Pseudo-filosofia sobre o fim do mundo, frases feitas, refrões mais que previsíveis e band boys travestidas de bandas de rock. Deus do céu.
Dá até saudades dos sucessos do antigo Só Pra Contrariar (sim, lembram-se daquela não menos horrorosa “To fazendo amor com outra pessoa. Mas meu coração vai ser pra sempre seu...”). Xô, desgraça!
Chocolate Factory
****Finalmente, assisti ao tão esperado remake da Fantástica Fábrica de Chocolates. A overdose do produto (que eu e o filho amado comemos durante todo o filme), no entanto, impedem-me agora de dissertar sobre minhas impressões sobre a refilmagem.
O xixi também prejudicou. Em vez do meu pequeno (que sempre me arrasta ao banheiro nas sessões –sobretudo nos momentos de maior tensão dos filmes infantis), fui eu que não pude conter o andamento natural e fisiológico do meu organismo após ingerir 500 ml de Coca-Cola antes de me sentar nas poltronas. Volto ao assunto depois que digerir tudo aqui, literalmente. ;-)
Assinar:
Postagens (Atom)

