Trava língua
Um tigre
Dois tigres
Três tigres
Destrava a língua
Um copo de cerveja
Dois copos de cerveja
Três copos de cerveja
Pintadas a mão por Stela, pessoa estranha porém bem-humorada e insistente na tentativa de imprimir cores em seu mundinho cotidiano mas raramente monocromático.
domingo, fevereiro 11, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
CONJUGAÇÃO NÃO LINEAR DE VERBO À FRENTE DA GELADEIRA
(SOBRE DIAS DE INVERNO OU DE ENCLAUSURAMENTO)
Eu belisco
Tu beliscas
Ele belisca
Nós beliscamos
Vós beliscais
Eles beliscam
Nós engordamos
Vós gastais
Eu beliscoTu beliscas
Ele belisca
Nós beliscamos
Vós beliscais
Eles beliscam
Nós engordamos
Vós gastais
Eles lucram
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Você desmancharia em moléculas?

Costumo defender os filmes que gosto como um religioso ortodoxo à frente do púlpito. Esforço-me para não parecer entusiasmada demais, mas sempre acabo citando-os com tom excitado quando tenho a chance. Mas minha postura fanática acaba com um suspiro (um hãm...) quando o interlocutor discorda da qualidade da película. Tudo bem (embora eu suba as sobrancelhas finalizando um gesto bem arrogante, admito). Todos têm um mau gosto qualquer e isso é o charme das conversas. Eu gosto de Maroon Five embora lembre-me de NSync quando vejo a perfomance dos garotos. Compartilhar gostos e desgostos é uma das graças da vida.
A introdução foi só para justificar tamanha exaltação a olhos vistos naqueles que eventualmente lerem este texto. Falo sobre Antes do Pôr-do-Sol, lançado em 2004, com Julie Delpy e Ethan Hawke, um dos filmes mais fantásticos que já vi. Tudo bem, você pode pensar que é entusiasmo demais para um filme cuja história é contada em ‘tempo real’, centrada em dois personagens e a cidade de Paris como pano de fundo. A magia do filme consiste justamente no diálogo dos personagens. Enquanto o diálogo transcorria, eu pensava: “puta que pariu! É isso mesmo!”, estabelecendo minha sincronia e empatia com o casal e sua história.
O filme foi lançado em 2004, nove anos após o lançamento do também poético Antes do Amanhecer, quando os personagens de Julie (como Celine) e Hawke (Jesse) vivem uma noite de encontro e romance em um trem. Antes do Pôr-do-Sol trata do reencontro dos personagens e encerra a dúvida deixada ao final de seu antecessor: teriam os amantes se encontrado seis meses depois daquela noite, conforme prometido ao final de Antes do Amanhecer? Teriam eles se casado, envelhecido, desistido? Amadurecido, hibernado, sofrido, partido?
A resposta, no entanto, não é o ponto alto do filme. Ela é respondida ao longo dos primeiros 10 minutos e nem por isso encerra a emoção da história. Pelo contrário: sua aflição –a mesma que sentimos quando temos uma confissão a fazer, há muito guardada— continua ao longo da conversa pelas ruas de Paris. Seu roteiro foi escrito a seis mãos –pelos dois protagonistas do filme e o diretor Richard Linklater, o mesmo de Waking Life (tema para outro texto) e Escola do Rock (engraçadiiiiinho, divertidiiiiiiiiiinho e só).
Se as questões filosóficas são tratadas em Antes do Amanhecer, elas são o ponto alto das conversas entre Jesse e Celine, temperadas pela angústia e a tensão daqueles que se amam e correm o risco de serem dissolvidos em moléculas no prenúncio de um toque.
*************************
Para quem não gosta de spoillers (textos que contam finais ou detalhes importantes de séries, filmes entre outros, embora esse não seja o caso porque deixei o final de fora), é melhor abandonar a leitura dos diálogos abaixo de lado antes de ir até a locadora.
Sabe, você percebe que a maioria
das pessoas que você encontra
está tentando conseguir
alguma coisa melhor,
sabe, eles estão tentando
fazer um pouco mais de dinheiro,
tentando conseguir um pouco mais de respeito,
ter mais pessoas que as admirem, sabe,
é simplesmente exaustivo!
Sabe, é exaustivo ser você
mesma uma dessas pessoas.
****************
A introdução foi só para justificar tamanha exaltação a olhos vistos naqueles que eventualmente lerem este texto. Falo sobre Antes do Pôr-do-Sol, lançado em 2004, com Julie Delpy e Ethan Hawke, um dos filmes mais fantásticos que já vi. Tudo bem, você pode pensar que é entusiasmo demais para um filme cuja história é contada em ‘tempo real’, centrada em dois personagens e a cidade de Paris como pano de fundo. A magia do filme consiste justamente no diálogo dos personagens. Enquanto o diálogo transcorria, eu pensava: “puta que pariu! É isso mesmo!”, estabelecendo minha sincronia e empatia com o casal e sua história.
O filme foi lançado em 2004, nove anos após o lançamento do também poético Antes do Amanhecer, quando os personagens de Julie (como Celine) e Hawke (Jesse) vivem uma noite de encontro e romance em um trem. Antes do Pôr-do-Sol trata do reencontro dos personagens e encerra a dúvida deixada ao final de seu antecessor: teriam os amantes se encontrado seis meses depois daquela noite, conforme prometido ao final de Antes do Amanhecer? Teriam eles se casado, envelhecido, desistido? Amadurecido, hibernado, sofrido, partido?
A resposta, no entanto, não é o ponto alto do filme. Ela é respondida ao longo dos primeiros 10 minutos e nem por isso encerra a emoção da história. Pelo contrário: sua aflição –a mesma que sentimos quando temos uma confissão a fazer, há muito guardada— continua ao longo da conversa pelas ruas de Paris. Seu roteiro foi escrito a seis mãos –pelos dois protagonistas do filme e o diretor Richard Linklater, o mesmo de Waking Life (tema para outro texto) e Escola do Rock (engraçadiiiiinho, divertidiiiiiiiiiinho e só).
Se as questões filosóficas são tratadas em Antes do Amanhecer, elas são o ponto alto das conversas entre Jesse e Celine, temperadas pela angústia e a tensão daqueles que se amam e correm o risco de serem dissolvidos em moléculas no prenúncio de um toque.
*************************
Para quem não gosta de spoillers (textos que contam finais ou detalhes importantes de séries, filmes entre outros, embora esse não seja o caso porque deixei o final de fora), é melhor abandonar a leitura dos diálogos abaixo de lado antes de ir até a locadora.
Sabe, você percebe que a maioria
das pessoas que você encontra
está tentando conseguir
alguma coisa melhor,
sabe, eles estão tentando
fazer um pouco mais de dinheiro,
tentando conseguir um pouco mais de respeito,
ter mais pessoas que as admirem, sabe,
é simplesmente exaustivo!
Sabe, é exaustivo ser você
mesma uma dessas pessoas.
****************
Eu acho que uma lembrança
nunca é terminada.
Desde que você esteja vivo...
******************
Quando eu era uma menininha, minha mãe me contou
que eu estava sempre atrasada para a escola.
Um dia ela me seguiu
para ver o porque...
eu estava olhando as
castanhas caindo das árvores,
rolando na calçada, ou...
formigas, cruzando a estrada...
o modo como uma folha modela a
sombra no tronco de uma árvore...
Pequenas coisas.
Acho que é o mesmo com as pessoas.
Eu os vejo em pequenos detalhes,
tão específicos para os outros,
que me movem, e que eu sinto falta, e...
vou sempre sentir falta.
Você nunca pode repôr ninguém,
porque todos são feitos de tais
detalhes de específica beleza.
Como eu me lembro o modo...
que sua barba tem um pouco de vermelho.
E como o sol estava fazendo
ela brilhar aquela...
aquela manhã, logo antes de você sair.
Eu me lembro disso, e ...
Eu senti falta disso!
Quando eu era uma menininha, minha mãe me contou
que eu estava sempre atrasada para a escola.
Um dia ela me seguiu
para ver o porque...
eu estava olhando as
castanhas caindo das árvores,
rolando na calçada, ou...
formigas, cruzando a estrada...
o modo como uma folha modela a
sombra no tronco de uma árvore...
Pequenas coisas.
Acho que é o mesmo com as pessoas.
Eu os vejo em pequenos detalhes,
tão específicos para os outros,
que me movem, e que eu sinto falta, e...
vou sempre sentir falta.
Você nunca pode repôr ninguém,
porque todos são feitos de tais
detalhes de específica beleza.
Como eu me lembro o modo...
que sua barba tem um pouco de vermelho.
E como o sol estava fazendo
ela brilhar aquela...
aquela manhã, logo antes de você sair.
Eu me lembro disso, e ...
Eu senti falta disso!
****************
Você acha que nós ainda somos?
Eu acho que quando nós somos
jovens...você apenas acredita...
que existirão tantas pessoas
com as quais você se conectará.
Só mais tarde na vida você percebe
que isso somente acontece poucas vezes.
**************
Mas estou, eu me sinto como
se alguém me tocasse, sabe,
eu me dissolveria em moléculas.
Mas estou, eu me sinto como
se alguém me tocasse, sabe,
eu me dissolveria em moléculas.
domingo, janeiro 21, 2007
At least

Finalmente um texto neste blog já abandonado.
Na realidade, o fato de não ver sentido nisso não era papo. Era fato.
Hoje, abastecida por mais de uma dúzia da boa e velha combinação do malte plus lúpulo plus whatever sinto-me à vontade para escrever aqui.
Não que não tenha tido idéias. A cabeça anda tão fervilhante quanto outrora. Faltava-me, talvez, inspiração ou força de vontade. Tenho deixado a preguiça me vencer e até por ela mesma tenho tido coragem para dizer isso. É mais fácil assumi-la que criar justificativas para tamanho desapego.
Mas vá lá: com tanta coisa boa para fazer, por que você me visita aqui?
Que venha ao vivo, com cores, cheiros, texturas e sabores.
E que venha o restante da porra de 2007 (perdoem-me os mais eclesiásticos). Porque no final, todo ano é igual ao outro. Por mais pessimista ou paciente que seja essa idéia.
Espero, como milhões de brasileiros, o Carnaval. No meu caso, e aí a dezena é dos milhares, em São Luiz do Paraitinga (SP).
quinta-feira, novembro 23, 2006
Malditas palavras, parte 2

Taí: paciência é uma outra palavra que me persegue. Menos pela grafia, mais pelo conteúdo encerrado.
Sou impaciente e sempre fui. Até aí tudo bem. Quer dizer; tudo bem até os 18 anos, quando nos resta a impaciência do ‘pós’ graduação.
Aos 20 eu era impaciente quanto ao meu futuro profissional após os quatro anos na faculdade de Jornalismo. Resolvi o problema refugiando-me durante 32 dias –e noites, principalmente elas—, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Voltei com um bronzeado lindo, quatro quilos a menos. Para contar, dias de caminhada à beira-mar, muitas braçadas nas águas do Tenório, vários luais na praia Vermelha (situações bizarras como a vez em que sacaneamos argentinos, obrigando-os a participar de um ritual ‘tipicamente brasileiro’ com chinelos havaianas –pura invenção, é claro), duas novas amigas hoje eternizadas e um amor de praia para, eventualmente, lembrar.
Aos 29, a impaciência tem sido menos poética ou libertária. Não dá mais para ‘fugir de casa’ com vistas a um bronzeado atraente. Nem pegar o carro e dirigir 500 quilômetros. É preciso controlá-la para evitar novas somatizações. Esse é meu desafio.
Eu só sei que quero minha vida de volta. E pensar que tudo começou em janeiro de 2005, quando o ombro pediu socorro. Com ele curado, corro em busca de uma saída. É preciso provar a sanidade das articulações à Justiça. Lidar com frustações (gerada, grande parte, pelos efeitos colaterais da ansiedade, a mesma que me afasta da paciência).
Preciso esperar o barco navegar. Ainda que distante do azul das águas do Tenório.
domingo, novembro 19, 2006
Exceto por vocês

Há erros imperdoáveis. Imagine começar uma frase como esta sem o H. Considero-me até dona de um bom português e sofro ao ouvir certas discordâncias gramaticais ou meramente gráficas. Tomo mundo erra, é fato. O problema é quando a língua atua como matéria-prima para o trabalho. Não dá para não sofrer ao ouvir um certo 'mortandela', 'estrupo' ou coisa parecida e tipicamente paulistana. Pior que isso, só quando a a gafe é cometida por alguém cuja função reside em justamente caçar erros alheios. Essa pessoa sou eu, dona de um grande trauma gerado pela palavra excessão --assim mesmo, com dois 'esses'.
Eu ainda era foca* quando o fato ocorreu. Trabalhava em um jornal pequeno na minha cidade e havia sido 'promovida' a função de editora. Foi quando deixei passar um baita EXCESSÃO no título de um abre de página*. E eu nunca mais --digo, nunca mais, consegui me lembrar da grafia correta da palavra. Juro ter sido por distração (até o momento eu não tinha dúvidas sobre o uso do cê cedilha em lugar dos dois esses).
Ficou um trauma a ponto de, anos mais tarde, escrever a grafia correta no meu monitor quando o erro já não era mais perdoável. EXCEÇÃO, ato de excetuar! EXCESSÃO? Epa! Socorro! Alguém se exedeu!
Mas os dois esses continuaram a me perseguir, da mesma maneira que a pronúncia de 'wednesday' nas aulas de inglês do falecido JEP (Junior English Program) do Yázigi, a long, long time ago. Eu fugia do 'wednesday' de tal maneira que preferia construir uma longa sentença só para evitar a pronúncia da palavra amaldiçoada (deve ser alguma relação mística com a Família Addams!). Era 'the day during the week between tuesday and thursday'. Or whatever!
Fantasmas gráficos e desvios semânticos, vou me excedendo sem fim. Exceto às quartas-feiras (com crase ou sem?).
;-)
sexta-feira, setembro 29, 2006
Quando é hora de recuar

Tem coisas pelas quais vale a pena lutar, correr atrás, perseguir indubitavelmente. Justiça, respeito, ética, melhores condições de vida –para si próprio e para os outros— e trabalho são algumas delas.
Em geral, somos incitados a perseguir nossos objetivos desde criança. Não desistir da escola, do curso de línguas, das aulas de ginástica, judô, natação, dos horários do antibiótico, do tratamento homeopático e por aí vai.
Eu sempre fui criada assim e sempre tive metas. Aos oito anos de idade, decidi que seria jornalista –lembro-me do dia e da sensação. Eu estava na área de casa sentada com minha cachorra, Teka. Foi absolutamente claro pra mim como seria a vida. Eu deveria estudar e nunca desistir. Treze anos depois, eu tinha o meu diploma.
Houve outras coisas pelas quais eu insisti quando deveria ter deixado para trás. E hoje aprendi que aprender a administrar frustações –e isso inclui assumir a condição de derrota, em alguns momentos— importa tanto quanto comemorar vitórias.
Não dá para sofrer quando alguém não quer te ver mais. Quando aquele(a) amigo(a) querido(a) não liga mais. Quando se manda um telegrama urgente com pedido de resposta que nunca chegará. Não vale a pena insistir em um trabalho impossível. Em um amor invariavelmente (porque às vezes é possível conquistá-lo, sim) unilateral.
Contrariando todos os livros de auto-ajuda, é preciso saber a hora de voltar ou de ir embora. E isso não é derrota, meus amigos. É sabedoria.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Desse jeito perderei os leitores!

A vida está corrida. Obrigações mil inseridas em um histórico do 'tempo é leitura e produção' ou ainda 'tempo é cuidado maternal', adaptando o tradicional 'tempo é dinheiro'.
Anteontem, o anúncio: 18 livros pra ler até o dia 7 de novembro. Esforço necessário para quem quer (e precisa urgentemente) 'mudar' de profissão.
O relógio corre e eu preciso ir por ainda mais por um tempo. A cabeça está cheia de inspirações semeadas pelas leituras/vivências como a da última quarta-feira, quando a marginal do rio Pinheiros --escuro e entulhado-- encarnava a resistência dos espetáculos naturais muitas vezes raro nas metrópolis.
Em meio a tudo isso, a preocupação inevitável com as escolhas políticas e a necessidade de olhar o mundo com os olhos fixos naqueles que realmente não têm supridas as condições mínimas de existência. Decido em quem votar pra presidente, escolha lógica pra mim (apesar da decepção) e resta a dúvida quanto ao deputado federal (tenho três na lista). O restante já está decidido. Na política e no rumo da vida.
É esperar e torcer.
-------
Enquanto isso...
Vale a pena ver: V de Vingança. E ler os quadrinhos. Amigo Douglas tinha, emprestou e alguém nunca mais devolveu, pro meu ódio mortal.
Vale a pena ter: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (DVD e trilha sonora)
Vale a pena navegar: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/candidatos-deputado_federal-sp-a.shtml
(para paulistanos em dúvida do candidato a senador e deputado federal)
Vale a pena votar: no Suplicy!
Vale a pena ver/ouvir: www.mackzero5.com.br. Amiga Denise fez o site, que é lindo, e o marido dela fez as músicas, que soam graaaaaaaaaaaaaaaaaande!
Vale a pena ler: Cultura do novo capitalismo, de Richard Sennett (está fresquinho, publicado neste ano no Brasil).
Vale a pena escutar: quando dizem pra você levar o dinheiro na viagem e não contar só com o cartão do banco pra sacar e voltar. Especialmente se o seu cartão do convênio médico for da mesma cor do seu cartão de crédito.
terça-feira, setembro 05, 2006
Sempre a verdade

Escrever ficção é dissimular a realidade.
Não há como dissociar uma da outra. Uma história fictícia sempre diz a verdade de alguém. É o conjunto daquilo que somos, de todas as experiências vividas. Não importa se a realidade expressa no papel é imaginária ou não. Realismo fantástico ou modernismo. Ela é invariavelmente real. Escrever é tornar concreto o imaginado.
Colocar histórias à disposição na internet encerra essa metáfora. Viu como é óbvio?
segunda-feira, agosto 28, 2006
terça-feira, agosto 15, 2006
Los Hermanos
Minha história com Los Hermanos não começou com amor à primeira vista.
Ouvi a primeira vez e tentei 'entender', melodia e letra. Ouvi de novo. Mais uma vez. E outra. Nesse estágio já tinha minha conclusão. Los Hermanos é a melhor banda brasileira quando faltam tantas no meu "Top 5".
Eu insistia nisso para o meu querido amigo tio Leleka, que insistia em resumir as qualidades da banda na aparente presunção de seus componentes. Eu dizia: Lelê, é mais que isso. Eis que ele se rendeu. A ponto de produzir um lindo desenho sob o título "Todo Carnaval tem seu fim", na alusão explícita e desenvergonhada da banda (postada em omeninoazul.zip.net/index.html e copiada descaradamente aqui por mim).
Seja pela qualidade dos arranjos, das harmonias ou das letras, Los Hermanos é foda mesmo. Quem discorda (ou não conhece), dê uma olhadela aí embaixo e ouça --em banda larga e som no talo-- a rádio Los Hermanos no UOL.
Casa Pré-fabricada
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
Abre os teus armários.
Eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos.
Cobre a culpa vã
Até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.
Canta que é no canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra me encantar.
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você.
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.
Vale o meu pranto que esse canto em solidão.
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas.
Abre essa janela
A primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar.
Canto e toco um tanto que é pra te encantar.
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você.
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.
Retrato Pra Iaiá
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo; Rodrigo Amarante
Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.
Depois de ter vivido o óbvio utópico
- te beijar - e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural ...
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar ?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.
De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
- mesmo vc viu antes de mim -
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.
Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnostico.
Especialistas analisam e sentenciam:
"Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar".
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em "meu lugar"?
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.
Sentimental
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?!!...
Eu disse e nem assim se pôde evitar.
De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu !!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir..
Ultimo Romance
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês eu já não sei
E até quem me vê, lendo jornal
Na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá
Que é tarde demais
Que é tao diferente assim
O nosso amor
A gente é quem sabe pequena
Ah vai! me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir a praia
Eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Voce me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha tv num jeito de te levar
A qualquer lugar
Que você queira
E ir onde o vento for
E pra nós dois
Sair de casa já é
Se aventurar
Ah vai! me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar
A Flor
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante/Marcelo Camelo
Ouvi dizer, do teu olhar ao ver a flor
Não sei por que achou ser de um outro rapaz,
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim,
Mas mesmo assim
Minha flor serviu pra que você achasse alguém,
Um outro alguém que me tomou o seu amor
Eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu
Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final, sem meu lugar!
Eu tive tudo sem saber quem era eu...
E eu que nunca amei a ninguém
Pude então, enfim amar
Alem Do Que Se Vê
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê
Sei que a tua solidão me dói
e que é difícil ser feliz
mas do que somos todos nós
você supõe o céu
Sei que o vento que entortou a flor
passou também por nosso lar
e foi você quem desviou
com golpes de pincel
Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
que o bloco da família vai atrás
Põe mais um na mesa de jantar
por que hoje eu vou pra aí te ver
e tira o som dessa TV
pra gente conversar
Diz pro bamba usar o violão
pede pro Tico me esperar
e avisa que eu só vou chegar
no último vagão
É bom te ver sorrir
Deixa vir à moça
que eu também vou atrás
e a banda diz: assim é q se faz!
Condicional
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar e ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem
Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios
Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Li em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que, não sei mais
Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar
Conversa De Botas Batidas
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- A gente só queria o amor...
- Deus parece às vezes se esquecer
- Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar
- Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder...
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer
que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
vai cair
Ouvi a primeira vez e tentei 'entender', melodia e letra. Ouvi de novo. Mais uma vez. E outra. Nesse estágio já tinha minha conclusão. Los Hermanos é a melhor banda brasileira quando faltam tantas no meu "Top 5".
Eu insistia nisso para o meu querido amigo tio Leleka, que insistia em resumir as qualidades da banda na aparente presunção de seus componentes. Eu dizia: Lelê, é mais que isso. Eis que ele se rendeu. A ponto de produzir um lindo desenho sob o título "Todo Carnaval tem seu fim", na alusão explícita e desenvergonhada da banda (postada em omeninoazul.zip.net/index.html e copiada descaradamente aqui por mim).
Seja pela qualidade dos arranjos, das harmonias ou das letras, Los Hermanos é foda mesmo. Quem discorda (ou não conhece), dê uma olhadela aí embaixo e ouça --em banda larga e som no talo-- a rádio Los Hermanos no UOL.
Casa Pré-fabricada
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
Abre os teus armários.
Eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos.
Cobre a culpa vã
Até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo.
Canta que é no canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra me encantar.
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você.
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.
Vale o meu pranto que esse canto em solidão.
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas.
Abre essa janela
A primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota.
Canto que é de canto que eu vou chegar.
Canto e toco um tanto que é pra te encantar.
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você.
Que explique a minha paz. Tristeza nunca mais.
Retrato Pra Iaiá
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo; Rodrigo Amarante
Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.
Depois de ter vivido o óbvio utópico
- te beijar - e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural ...
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar ?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.
De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
- mesmo vc viu antes de mim -
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.
Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnostico.
Especialistas analisam e sentenciam:
"Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar".
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em "meu lugar"?
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.
Sentimental
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?!!...
Eu disse e nem assim se pôde evitar.
De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu !!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir..
Ultimo Romance
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês eu já não sei
E até quem me vê, lendo jornal
Na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá
Que é tarde demais
Que é tao diferente assim
O nosso amor
A gente é quem sabe pequena
Ah vai! me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir a praia
Eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Voce me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha tv num jeito de te levar
A qualquer lugar
Que você queira
E ir onde o vento for
E pra nós dois
Sair de casa já é
Se aventurar
Ah vai! me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar
A Flor
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante/Marcelo Camelo
Ouvi dizer, do teu olhar ao ver a flor
Não sei por que achou ser de um outro rapaz,
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim,
Mas mesmo assim
Minha flor serviu pra que você achasse alguém,
Um outro alguém que me tomou o seu amor
Eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu
Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final, sem meu lugar!
Eu tive tudo sem saber quem era eu...
E eu que nunca amei a ninguém
Pude então, enfim amar
Alem Do Que Se Vê
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê
Sei que a tua solidão me dói
e que é difícil ser feliz
mas do que somos todos nós
você supõe o céu
Sei que o vento que entortou a flor
passou também por nosso lar
e foi você quem desviou
com golpes de pincel
Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
que o bloco da família vai atrás
Põe mais um na mesa de jantar
por que hoje eu vou pra aí te ver
e tira o som dessa TV
pra gente conversar
Diz pro bamba usar o violão
pede pro Tico me esperar
e avisa que eu só vou chegar
no último vagão
É bom te ver sorrir
Deixa vir à moça
que eu também vou atrás
e a banda diz: assim é q se faz!
Condicional
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante
Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar e ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem
Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios
Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Li em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que, não sei mais
Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar
Conversa De Botas Batidas
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- A gente só queria o amor...
- Deus parece às vezes se esquecer
- Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar
- Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder...
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer
que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
vai cair
sábado, agosto 12, 2006
Porque é o seu aniversário

Segunda é dia 14 de agosto.
Um dia totalmente sem-graça para qualquer um que não tenha nascido nesta data, nalgum ano passado.
Eu nasci em 1977, às 11h40 de uma manhã ensolarada. Era Dia dos Pais e as visitas foram liberadas, inclusive para crianças. Minha irmã tinha cinco anos de idade e foi quem escolheu meu nome, Stela.
O Sol é o regente de meu signo. Minha Lua é em escorpião.
O mapa astral diz ainda que tenho 11 elementos fogo. E só um terra. Tenho problemas de fincar os pés no chão, de fato.
Tenho fixação por luz de velas. Sempre tive.
E confirmando o perfil leonino, adoro chamar a atenção, minha veia 'borboleta', segundo a prima Andressa.
Adoro o dia 14 de agosto, meu Ano Novo (que ingresso com 16 cm de flores e folhas novas postadas estrategicamente no início da coluna).
Este será especial graças aos beijos e abraços que ganhei ontem.
Clarissa, Fá, Joselani, Rafael, Chico, Leandro Leleka, Nana, Denise, Bianca, Fábio, Simone, Rodrigo, Maria e JP. Companhias ótimas para um dia de comemoração adiantada!
Seja bem-vindo, meus 29 anos.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Descoberta

Descubro um novo mundo a todo instante. Dei-me conta disso quando ainda era pequena. Lembro-me do pensamento, mas não da data. “Não há um só dia que a gente não aprenda uma coisa”. Da infância à adolescência foi assim. Quando somos crianças pensamos que adultos são seres estáticos –ou sabem de tudo ou nunca aprenderam nada. Surpreendentemente, pego-me pensando na mesma coisa hoje, na idade adulta. Não há só um dia em que não aprendamos alguma coisa.
Do uso culinário da semente de mostarda, a uma nova perspectiva do ethos. E chegando às mesmas conclusões da criança que havia em mim, diferenciando apenas pela erudição na forma de expressá-la.
Tenho pensado muito e isso também representa descobertas –algumas sentadas à minha frente há muito, embora eu não as enxergasse antes. Sobre amor, desejo, paixão, amizade, sexo.
Em um insight provocado pelo momento em que vivo, chego a conclusões:
É preciso admitir nosso ‘egoísmo’ e perceber que buscamos, sim, a satisfação de nossos próprios desejos, 'primários ou terciários'.
Sexo é caminho, não é fim.
O outro é parte de tudo, mas não é felicidade encarnada. Essas coisas estão na gente. No jeito que se leva a vida. No conjunto de prazeres que transcedem o carnal (mas que inclui esse também!). Na conclusão de um trabalho, na reviravolta da vida, na compra de um apartamento* e até na decisão de mudar de ofício. Isso quem pode nos dar é nós mesmos. Permite uma leveza capaz de deixar as coisas miúdas da vida serem tratadas como coisas miúdas da vida. Sentir é bom. Leve.
Só dessa forma podemos compartilhar com o outro. E sentir, abraçar, beijar, tocar, acariciar. Rir, chorar, beber, lembrar. Daí sim, tudo vira uma verdadeira festa simbiótica!
;-D
* Que encarna mais que uma simples mudança territorial, não é, André?
quarta-feira, agosto 02, 2006
(Nem) sempre mais interessante

Estranha essa mania de achar a vida dos outros mais interessante que a minha.
Ainda mais estranho é ouvir coisas como "nossa, como você tem feito coisas bacanas!". Ou, "quantas realizações suas nestes últimos anos". Essa é ainda pior: "nossa, como você é maluca".
Esquisito. Eu tenho uma vida absolutamente normal. Bem, é certo que coleciono algumas histórias tragicômicas para contar. Da diarréia na Lua-de-Mel, à viagem maluca e quase sem rumo a 500 quilômetros de casa, quando fui parar em uma república tirada das páginas de Feliz Ano Velho...
Ou pior: quando quase me afoguei no rio da praia do Lázaro, às 5h, depois de ter sido abandonada pela minha (ex)amiga Adriana (muito bêbada, esqueceu-se de mim) no local. E, molhada, pedi socorro em uma casa da clone da Hebe Camargo.
Tirando esses feitos -e o lance de ter sobrevivido à eles- tenho uma vida absolutamente normal (tão chata como a outra qualquer)! E embora muitas pessoas sempre digam que minhas histórias sempre venham acompanhadas de interjeições, eu passo sábados em casa vendo temporadas de Friends (obrigada, And)!
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